Nivaldo Fregona / Inscritor
Livaldo Fregona é filho de Antônio Fregona e Maria Pupim. Seus avós vieram da cidade de Fregona, na Itália, para Benevente, no Sul do Espírito Santo. Como se já conhecessem a região, foram fixar posse, exatamente num dos lugares mais bonitos, frios e férteis do estado do Espírito Santo: Ribeirão do Cristo. Mas Livaldo foi nascer muito mais tarde, num pedacinho de terra devoluta, no convívio pleno com a natureza, próximo a, hoje, cidade de Marilândia, no Norte do Estado, no dia 26 de novembro de 1939. Seus pais foram o que hoje se diria, verdadeiros sem-terras. Fez o primário na "Escola Professor Ananias Netto", em Marilândia, sob os auspícios da professora Zilda Mazioli. Em seguida, estimulado pelo falecido padre alemão João Guilherme Batista, foi para o Seminário Nossa Senhora da Penha, em Vitória (ES), onde deveria ordenar-se padre secular.
Antes de terminar o curso ginasial, não dominando a saudade, voltou a Marilândia. Nesse tempo escreveu vários romances, nunca publicados. Em seguida mudou-se para Colatina, onde, trabalhando e estudando, completou o curso ginasial no Colégio Estadual Conde de Linhares. Aos 19 anos, depois de prestar o serviço militar, resolveu retornar ao Seminário Nossa Senhora da Penha, onde cursou o Clássico e, posteriormente, Filosofia, em Belo Horizonte, no Seminário Maior do Calafate.
Repreendido pelo reitor devido ao excesso de aplicação aos esportes e às constantes coleções de aranhas e borboletas (e mais forçado ainda por uma hérnia estrangulada durante um jogo de futebol), acabou abandonando, frustrado, a idéia de ser padre. Passou 30 dias no hospital sem que o reitor, um dos 34 professores, ou ainda, um dos 584 alunos fizessem-lhe uma única visita.
Voltou a Colatina, onde formou-se em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio, diplomando-se no dia 7 de dezembro de 1963. Nesse tempo deu vazão a seu espírito esportivo, tornando-se jogador profissional de futebol e sendo, pela U.A.C.E.C. de Colatina, vice-campeão do Estado. Começa aí a sua vida literária. Escreve a página esportiva de "O Colatinense" e crônicas para a "Folha do Norte", ambos jornais de Colatina. Para o sustento trabalha como protético na Odontótica Capixaba do velho amigo Neil Pacheco e dá aulas de Português e Biologia no Colégio Nossa Senhora do Brasil e Colégio Estadual Conde de Linhares, ambos de Colatina.
Volta a Marilândia onde exerce diversas profissões: laboratorista (análises clínicas de laboratório); professor de Biologia, Português e Religião no Seminário Menor Sagrado Coração de Jesus; guitarrista do conjunto musical "Os Corujas" e contador de diversas firmas de Marilândia e adjacências. É o tempo de que guarda saudades – o que mais viveu intensamente: pescarias, futebol, caçadas, bailes, convescotes... Confessa que se os dias fossem de 48 horas ainda seriam pequenos para satisfazer sua ansiedade de viver.
Muda-se para Linhares. Funda novo conjunto musical, forma seu próprio time de futebol, continua com laboratório e contabilidade, acrescendo ainda o comércio de madeira. Em 1981 muda-se para Imperatriz, trazendo consigo a maior parte dos familiares. Entre escrever crônicas e contos para "O Progresso" e, esporadicamente, para outros jornais e revistas, lança, em 1983, seu primeiro livro: Contos, 164 páginas narrando acontecimentos engraçados de seus amigos e familiares; em 1984, A PROCURA, 175 páginas narrando o início de sua crise existencial; em 1985, MENINO DA ROÇA, 255 páginas retratando boa parte de sua vida; em 1986, ESTRANHA PASSAGEM, 169 páginas narrando a vida de um homem bom envolvido nos males do mundo; em 1987, JABINO, o predestinado, 210 páginas de ficção, entrelaçadas nos mistérios da predestinação; em 1988, ABISMOS, 289 páginas contando a vida real de um amigo; em 1990, O CAMINHO, 242 páginas de crônicas e contos diversos; 1992, OS HUMILDES, 172 páginas narrando a vida de homens pobres e humildes; em 1994, SIRIANO, 144 páginas sobre a vida real de um menino de rua da cidade de Imperatriz; em 1996, NUVENS PASSAGEIRAS, 252 páginas de crônicas e contos sobre os mais variados assuntos, quase sempre baseados em fatos reais, em 1998, 18 ANOS DE IMPERATRIZ – o que vi, li e ouvi nesse tempo. São 420 páginas nas quais o autor aborda seus percalços e o de seus familiares, os acontecimentos marcantes das pessoas mais em evidência na cidade, a tumultuada vida política desse período, o avanço cultural, a febre do ouro, a Revolução de Janeiro e os conluios e crimes acontecidos aqui durante esse tempo e em 1999, A FAMA E A VERDADE DE JOSÉ BONFIM, 200 páginas ilustradas com depoimentos do homem que sempre foi considerado o pistoleiro mais temido do País.
Participou ainda dos livros: Antologia de Poetas e Escritores do Brasil; Contos do Brasil Contemporâneo e Best Seller do Brasil, todas antologias programadas pela Litteris Editora do Rio de Janeiro. Cooperou com três páginas discorrendo sobre a Mata Atlântica, no livro científico "A Preservação do Mutum-de-Alagoas", do pesquisador e ornitólogo Pedro Mário Nardelli, da Zoo-botânica Mário Nardelli, de Nilópolis - RJ, editado também em inglês. Foi premiado com o segundo lugar no 8º Concurso Nacional de Obras Publicadas com o livro "Nuvens Passageiras" onde concorreram autores nacionais de todos os níveis. É Membro Correspondente da Associação dos Escritores do Amazonas; da Academia de Letras e Ciências de São Lourenço; da Academia Itajubense de Letras; da Academia Internacional de Letras; da Academia de Letras da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul; da Academia de Letras de Uruguaiana; da Associação Uruguaiense de Escritores e Editores; da Federação das Entidades Culturais Fronteiristas; da Academia Espírito
-Santense de Letras e do Clube Internacional da Boa Leitura. É membro fundador da Academia Imperatrizense de Letras, na qual ocupa a cadeira 13, tendo como patrono, o escritor carolinense Othon Maranhão.
No dia 26 de abril de 1997, recebeu o Prêmio Academia Imperatrizense de Letras, criado pela Prefeitura Municipal de Imperatriz, no valor de cinco mil reais, como sendo o mais atuante autor literário da Região Tocantina. Em junho de 1997, recebeu, da Revista Brasília, de Brasília, DF, a láurea cultural "Stella Brasiliense", também pelo conjunto de suas obras. No dia 11 de outubro de 1997, a Academia de Letras e Ciências de São Lourenço premiou com o segundo lugar no concurso "Obras Publicadas em 1997", seu livro "Nuvens Passageiras". No dia 11 de dezembro de 1997, pelos serviços prestados à comunidade, foi-lhe outorgado, pela Câmara Municipal de Imperatriz, o título de "Cidadão Imperatrizense".
É católico, casado com Corina Silva Fregona com quem tem duas filhas: Kizy e Drielly. Atualmente se dedica, exclusivamente, à informática, a ler e a escrever. |