Imperatriz, 08  de Setembro  de 2010
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Zeca Tocantins / Cantor

"Tenho anos de caminhada por ditos e escritos. muito do bom guardado e dissolvo em verbos e falas com bons e, devido e indevidamente, com ruins também.Zeca Tocantins é muito bom! No verbo, no verso, na melodia e na garra do violão. Zeca cantador, canta a dor: Brinca de ser alegre, se arvora ator: E se revela compromissado com o seu tempo, com sua gente.

Zeca, o poeta, caminha por nós com letras de solidão, de gestos de correnteza, de amores partidos, de amores partidos, de pés de guerrilheiro, de "nãos", de gestos perdidos e, bum!, de bombas. Zeca Tocantins, em caminhos de nós, apenas crava em poesias o que há muito sei e absorvo dele: versos de verdade."

 
Nivaldo Fregona / Inscritor

Livaldo Fregona é filho de Antônio Fregona e Maria Pupim. Seus avós vieram da cidade de Fregona, na Itália, para Benevente, no Sul do Espírito Santo. Como se já conhecessem a região, foram fixar posse, exatamente num dos lugares mais bonitos, frios e férteis do estado do Espírito Santo: Ribeirão do Cristo. Mas Livaldo foi nascer muito mais tarde, num pedacinho de terra devoluta, no convívio pleno com a natureza, próximo a, hoje, cidade de Marilândia, no Norte do Estado, no dia 26 de novembro de 1939. Seus pais foram o que hoje se diria, verdadeiros sem-terras. Fez o primário na "Escola Professor Ananias Netto", em Marilândia, sob os auspícios da professora Zilda Mazioli. Em seguida, estimulado pelo falecido padre alemão João Guilherme Batista, foi para o Seminário Nossa Senhora da Penha, em Vitória (ES), onde deveria ordenar-se padre secular.

Antes de terminar o curso ginasial, não dominando a saudade, voltou a Marilândia. Nesse tempo escreveu vários romances, nunca publicados. Em seguida mudou-se para Colatina, onde, trabalhando e estudando, completou o curso ginasial no Colégio Estadual Conde de Linhares. Aos 19 anos, depois de prestar o serviço militar, resolveu retornar ao Seminário Nossa Senhora da Penha, onde cursou o Clássico e, posteriormente, Filosofia, em Belo Horizonte, no Seminário Maior do Calafate.

Repreendido pelo reitor devido ao excesso de aplicação aos esportes e às constantes coleções de aranhas e borboletas (e mais forçado ainda por uma hérnia estrangulada durante um jogo de futebol), acabou abandonando, frustrado, a idéia de ser padre. Passou 30 dias no hospital sem que o reitor, um dos 34 professores, ou ainda, um dos 584 alunos fizessem-lhe uma única visita.

Voltou a Colatina, onde formou-se em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio, diplomando-se no dia 7 de dezembro de 1963. Nesse tempo deu vazão a seu espírito esportivo, tornando-se jogador profissional de futebol e sendo, pela U.A.C.E.C. de Colatina, vice-campeão do Estado. Começa aí a sua vida literária. Escreve a página esportiva de "O Colatinense" e crônicas para a "Folha do Norte", ambos jornais de Colatina. Para o sustento trabalha como protético na Odontótica Capixaba do velho amigo Neil Pacheco e dá aulas de Português e Biologia no Colégio Nossa Senhora do Brasil e Colégio Estadual Conde de Linhares, ambos de Colatina.

Volta a Marilândia onde exerce diversas profissões: laboratorista (análises clínicas de laboratório); professor de Biologia, Português e Religião no Seminário Menor Sagrado Coração de Jesus; guitarrista do conjunto musical "Os Corujas" e contador de diversas firmas de Marilândia e adjacências. É o tempo de que guarda saudades – o que mais viveu intensamente: pescarias, futebol, caçadas, bailes, convescotes... Confessa que se os dias fossem de 48 horas ainda seriam pequenos para satisfazer sua ansiedade de viver.

Muda-se para Linhares. Funda novo conjunto musical, forma seu próprio time de futebol, continua com laboratório e contabilidade, acrescendo ainda o comércio de madeira. Em 1981 muda-se para Imperatriz, trazendo consigo a maior parte dos familiares. Entre escrever crônicas e contos para "O Progresso" e, esporadicamente, para outros jornais e revistas, lança, em 1983, seu primeiro livro: Contos, 164 páginas narrando acontecimentos engraçados de seus amigos e familiares; em 1984, A PROCURA, 175 páginas narrando o início de sua crise existencial; em 1985, MENINO DA ROÇA, 255 páginas retratando boa parte de sua vida; em 1986, ESTRANHA PASSAGEM, 169 páginas narrando a vida de um homem bom envolvido nos males do mundo; em 1987, JABINO, o predestinado, 210 páginas de ficção, entrelaçadas nos mistérios da predestinação; em 1988, ABISMOS, 289 páginas contando a vida real de um amigo; em 1990, O CAMINHO, 242 páginas de crônicas e contos diversos; 1992, OS HUMILDES, 172 páginas narrando a vida de homens pobres e humildes; em 1994, SIRIANO, 144 páginas sobre a vida real de um menino de rua da cidade de Imperatriz; em 1996, NUVENS PASSAGEIRAS, 252 páginas de crônicas e contos sobre os mais variados assuntos, quase sempre baseados em fatos reais, em 1998, 18 ANOS DE IMPERATRIZ – o que vi, li e ouvi nesse tempo. São 420 páginas nas quais o autor aborda seus percalços e o de seus familiares, os acontecimentos marcantes das pessoas mais em evidência na cidade, a tumultuada vida política desse período, o avanço cultural, a febre do ouro, a Revolução de Janeiro e os conluios e crimes acontecidos aqui durante esse tempo e em 1999, A FAMA E A VERDADE DE JOSÉ BONFIM, 200 páginas ilustradas com depoimentos do homem que sempre foi considerado o pistoleiro mais temido do País.

Participou ainda dos livros: Antologia de Poetas e Escritores do Brasil; Contos do Brasil Contemporâneo e Best Seller do Brasil, todas antologias programadas pela Litteris Editora do Rio de Janeiro. Cooperou com três páginas discorrendo sobre a Mata Atlântica, no livro científico "A Preservação do Mutum-de-Alagoas", do pesquisador e ornitólogo Pedro Mário Nardelli, da Zoo-botânica Mário Nardelli, de Nilópolis - RJ, editado também em inglês. Foi premiado com o segundo lugar no 8º Concurso Nacional de Obras Publicadas com o livro "Nuvens Passageiras" onde concorreram autores nacionais de todos os níveis. É Membro Correspondente da Associação dos Escritores do Amazonas; da Academia de Letras e Ciências de São Lourenço; da Academia Itajubense de Letras; da Academia Internacional de Letras; da Academia de Letras da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul; da Academia de Letras de Uruguaiana; da Associação Uruguaiense de Escritores e Editores; da Federação das Entidades Culturais Fronteiristas; da Academia Espírito
-Santense de Letras e do Clube Internacional da Boa Leitura. É membro fundador da Academia Imperatrizense de Letras, na qual ocupa a cadeira 13, tendo como patrono, o escritor carolinense Othon Maranhão.

No dia 26 de abril de 1997, recebeu o Prêmio Academia Imperatrizense de Letras, criado pela Prefeitura Municipal de Imperatriz, no valor de cinco mil reais, como sendo o mais atuante autor literário da Região Tocantina. Em junho de 1997, recebeu, da Revista Brasília, de Brasília, DF, a láurea cultural "Stella Brasiliense", também pelo conjunto de suas obras. No dia 11 de outubro de 1997, a Academia de Letras e Ciências de São Lourenço premiou com o segundo lugar no concurso "Obras Publicadas em 1997", seu livro "Nuvens Passageiras". No dia 11 de dezembro de 1997, pelos serviços prestados à comunidade, foi-lhe outorgado, pela Câmara Municipal de Imperatriz, o título de "Cidadão Imperatrizense".

É católico, casado com Corina Silva Fregona com quem tem duas filhas: Kizy e Drielly. Atualmente se dedica, exclusivamente, à informática, a ler e a escrever.

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